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A perspetiva de um Tsunami ( "onda gigante" ) no nordeste do Atlântico, coloca o arquipelago dos Açores numa situação de grande vulnerabilidade. A Região é considerada pela Comissão Oceanográfica Inter-governamental da UNESCO um dos pontos nevrálgicos do planeta que devem estar sob alerta Tsunami. O arquipélago açoriano dispõe de três marégrafos, instalados nas ilhas do Faial, Pico e Terceira, que integram o Sistema de Alerta Precoce de Tsunamis para o Atlântico Nordeste e Mediterrâneo (NEAMTWS), criado pela UNESCO, com o intuito de alertar as populações em caso de Tsunami. Serão instalados mais dois marégrafos, um na Ilha das Flores, e outro, nas Ilha de Santa Maria.

A estação sísmica de Chã de Macela vai integrar o Sistema de Alerta Rápido contra Tsunamis no Atlântico Nordeste. Integrada na rede sismográfica nacional, a estação sísmica açoriana faz parte do dispositivo de monitorização permanente da atividade sísmica ao longo da fronteira de placas tetónicas Euroásia-África, no setor compreendido entre os Açores e Gibraltar.

Data de 22 de outubro de 1522 o Tsunami mais antigo relatado nos Açores. Observou-se agitação no mar. A povoação de Vila Franca do Campo, Ilha de São Miguel, foi inundada.

26 de julho de 1691 Sismo violento ocorrido na Ilha Terceira (Açores). Segundo cronista coevo, "o ar e mar embravecidos clamavam com tanto estrondo os navios, não só os que estavam ancorados, mas ainda os que iam à vela, a vinte léguas de distância, se viram no último risco de afundar". A intensidade estimada para este Tsunami foi de grau III.

1 de novembro de 1755, o do grande Tsunami associado ao catastrófico Sismo de Lisboa de 1755, foi observado desde as ilhas Barbados até à Escócia. No entanto, as ondas mais destrutivas foram observadas no litoral de Portugal Continental, no Golfo de Cádis (Espanha), e no norte de Marrocos. De entre as numerosas réplicas só algumas geraram pequenos Tsunamis. Atingiu fortemente algumas ilhas dos Açores, com particular incidência a Ilha Terceira, onde causou algumas mortes e grande destruição.

2 de junho de 1800 Foram sentidos 3 pequenos sísmicos na Ilha Terceira, cerca das 8 da noite. Só após o terceiro é que foram observadas três grandes ondas.

8 de maio de 1939 Sismo ocorrido na região dos Açores. Causou um tsunami de muito fraca intensidade, registado nas estações maregráficas de Ponta Delgada e de Angra do Heroísmo. A amplitude máxima registada foi de 0,3 centímetros.

25 de novembro de 1941 Este sismo com epicentro em 37,42 N; 19,01 W teve magnitude estimada em 8,3. Gerou um Tsunami de intensidade I, registado nas estações maregráficas de Cascais, Lagos e Madeira.

28 de fevereiro de 1969 Com epicentro a sul do Banco do Gorringe (36,01 N; 10,57 W), este sismo com magnitude 7,9 gerou pequeno Tsunami registado em todas as estações maregráficas de Portugal continental, dos Açores, de Espanha e ilhas Canárias, e de Casablanca (Marrocos). A amplitude máxima da onda foi registada em Casablanca, com 1,2m.

26 de maio de 1975 Este sismo, com epicentro localizado a 200 Km a sul da falha de Gloria (35,09N; 17,6W) teve magnitude estimada em 7,9. A amplitude máxima do Tsunami associado foi registada no marégrafo da Horta (Açores), tendo o valor de 0,76 centímetros.

1 de janeiro de 1980 Este sismo, que ocorreu entre as ilhas da Terceira e de São Jorge, atingiu magnitude 7,2. O único registo maregráfico disponível é o do porto de Angra do Heroísmo, onde a amplitude foi de 30 centímetros.