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Ilha Graciosa, situa-se cerca de 31 milhas a noroeste da Ilha Terceira, ocupa uma superfície de 61 Km2 e é a menos húmida do arquipélago. Graciosa deve o seu nome à delicadeza da sua paisagem. É ainda conhecida por Ilha Branca devido aos topónimos Pedras Brancas, Serra Branca e Barro Branco.

O Timão, o ponto mais alto da ilha com 398 metros, e do Facho, com 375 metros, são propícios a repousantes passeios por entre vegetação primitiva, e as Serras Dormida, Branca e das Fontes oferecem extraordinários cenários, não só sobre a ilha como também sobre a vastidão do mar azul, podendo observar-se no horizonte as outras ilhas do Grupo Central.

A Furna do Enxofre, no maciço da Caldeira, constitui um dos interessantes postais turísticos desta Ilha Branca, pela espectacularidade da sua abóbada vulcânica localizada a 100 metros de profundidade, sob a qual existe uma lagoa de água morna e sulfurosa. As Termas do Carapacho, pela riqueza das suas águas medicinais, merecem uma referência especial.

Os seus ilhéus apresentam uma beleza muito peculiar. O Ilhéu da Praia, totalmente revestido de vegetação, e o Ilhéu da Baleia, com a sua sugestiva forma fazendo lembrar um cetáceo. Além do valor paisagístico que possuem, servem também de abrigo a algumas aves marinhas.

Santa Cruz da Graciosa é vila desde . É sede do único município da ilha, que se divide em quatro freguesias: Santa Cruz da Graciosa, Guadalupe, Luz e Praia

De entre o património construído que constitui os aglomerados urbanos desta ilha, se destacam pela sua arquitectura e importância:

Na vila de Santa Cruz da Graciosa, as igrejas de Santa Cruz, Igreja Matriz, e do Santo Cristo, as ermidas de N. Sra. da Ajuda, de São João e de São Salvador, a Cruz da Barra.

O Museu Etnográfico da Graciosa, que reune peças ligadas à cultura do vinho, com tradições na ilha e à atividade baleeira. O Monte de N. Sra. da Ajuda, sobranceiro à vila de Santa Cruz da Graciosa, com óptima panorâmica sobre a vila e a parte norte da ilha e ainda sobre a vasta planície interior de Guadalupe.

- As Igrejas de N. Sra. de Guadalupe, N. Sra. da Luz e de São Mateus, respectivamente igrejas paroquiais das freguesias de Guadalupe, Luz e Praia;

- A Ermida de N. Sra. da Vitória, construída no Século XVII em comemoração da derrota de corsários argelinos, na pitoresca povoação da Vitória, na zona oeste da ilha.

- Saindo de Santa Cruz à descoberta da harmoniosa paisagem graciosense, poderá talvez servir de aperitivo a um inesquecível passeio pelas estradas e campos da Graciosa.

Menos espetaculares, mas igualmente interessantes são: as Furnas dos Bolos, Lembradeira, Manuel de Ávila, Labarda, Furada, Linheiro, Cardo, Gato, Castelo, Calcinhas, Queimado, Vermelho, Cão, Urze e Luís, para o que se recomenda, em caso de visita, a companhia de um guia e equipamento adequado.