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Lages, sede de freguesia e vila do município da Praia da Vitória, Ilha Terceira. O seu topónimo deriva de várias pedreiras ali existentes.

Na sua extensa planície, outrora considerado celeiro da ilha, é sede do Comando da Zona Aérea dos Açores, a Base Aérea Portuguesa n.º4 e uma importante Base Aérea Norte-americana (USAF). Encontra-se aberta à aviação civil, onde opera o Aeroporto Internacional das Lajes.

Embora a sua população tenha sofrido fortes influências do estilo norte-americano mercê da proximidade da base militar e também pela imigração, nesta freguesia a tradição da celebração do Culto do Divino Espírito Santo mantém-se muito arreigada. Nos Domingos de bodo, ainda se vêem os típicos carros de toldo, alegres e coloridos, no largo principal da freguesia. Para visitar temos a Igreja Paroquial, a Igreja de N. Sra. do Ar, as Caldeiras das Lajes e a Casa do Espanhol.

A Base das Lajes foi e continua a ser de longe o melhor empregador da Ilha Terceira, nem tão só pela quantidade de postos de trabalho mas em muito pelos empregos que são. A expansão da utilização da Base das Lajes irá assegurar o aumento do efetivo norte-americano e a criação de novas infra-estruturas, aumento de trabalhadores portugueses e uma expansão considerável de empregos indiretos. Os Açores e as Lajes têm sido, devido à sua posição geoestratégica entre a Europa e a América, uma plataforma essencial para o reforço da defesa do continente europeu e ponto de projeção americana para o Mediterrâneo, Norte de África, Médio Oriente e Ásia. A base tem tido uma importância estratégica para as Forças Armadas Norte-americanas ao servir de ponto de apoio no meio do Oceano Atlântico às aeronaves que têm vindo a participar ou dar apoio às operações militares na Europa e no Médio Oriente.

A Base Aérea das Lajes é uma infra-estrutura aeronáutica de grandes dimensões da Força Aérea Portuguesa, dependente do Comando da Zona Aérea dos Açores. A base está instalada junto da vila das Lajes, na parte Nordeste da Ilha Terceira, Açores. Com cerca de 10 km², a base ocupa a parte central da Planície do Ramo Grande e boa parte da encosta da Serra de Santiago, com pistas de aterragem e áreas de estacionamento. Tem ainda anexo o cais norte do porto da Praia da Vitória (o Porto Militar), ao qual está ligada por uma estrada militar. Tem ainda instalações de telecomunicações e de armazenamento de combustíveis dispersas pela ilha, grande parte delas desativadas.

A base foi criada em 1941 por ocasião da II Guerra Mundial. Na altura, a intensa atividade submarina alemã e ameaça de eventual ocupação dos Açores. Em 1943, o Governo Britânico obteve do Governo Português, ao abrigo do Tratado de Aliança Luso-Britânico, a instalação de uma Base Aerea nas Lajes para uso da Real Força Aérea Britânica (Royal Air Force). Ainda antes do fim da II Guerra Mundial, a base passou a ser utilizada pela Força Aérea dos EUA (USAF). Após o fim da 2ª Guerra Mundial, a base tem funções na área das operações de busca e salvamento marítimo, evacuação de doentes urgentes, reconhecimento meteorológico e transporte aéreo-militar, missões de vigilância e patrulhamento aereo.

O encontro das Lajes, em 2003, de Bush, Blair e Aznar (tendo Durão Barroso como anfitrião), que levou ao desencadeamento da guerra ao Iraque; e a utilização da Base das Lajes ficou associada a passagem de aviões da CIA transportando ilegalmente centenas de prisioneiros de guerra para a Base de Guantánamo, em Cuba, ações que violam o Direito Internacional e os Direitos Humanos.

A possibilidade de utilização da Base das Lajes para a projeção de uma força norte-americana em África - a AFRICOM, ou como base de suporte de um campo de treino dos aviões caça de última geração, os F-22 e futuros F-35, ou ainda como base de treino no uso de armas, como os mísseis hipersónicos. Se ficarem bem longe das ilhas, salvaguardados os fatores ambientais e de segurança, o impato que a população sentirá será as movimentações de pista.

O caso dos "voos da CIA" teve início em Novembro de 2005, quando o jornal norte-americano Washington Post revelou a existência de prisões secretas da CIA em vários pontos do Mundo, incluindo em países do leste europeu. A sua existência viria a ser admitida mais tarde pelo presidente norte-americano, George W. Bush. O transporte ilegal de prisioneiros suspeitos de terrorismo para a prisão de Guantánamo e os chamados "voos da CIA", que foram uma prática corrente na Europa desde os atentados de 11 de Setembro de 2001, nos EUA. (Voos Secretos CIA - Nos Bastidores da Vergonha, Rui Costa Pinto, Exclusivo Edições) www.rcpedicoes.com

Ligações Externas Editar