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Ilhéu de Monchique é um grande rochedo oceânico sito frente à costa oeste da Ilha das Flores, nas coordenadas geográficas 39º 29.665' N e 31º 16.494' W. Se os Açores forem considerados como parte da Europa (embora as ilhas do Grupo Ocidental estejam situadas na Placa norte-americana), o ilhéu constitui o ponto mais ocidental da Europa. Na altura em que a navegação era feita com base nos corpos celestes, este ilhéu serviu de ponto de referência para acertar as rotas e verificar os instrumentos de navegação.

O ilhéu é um enorme rochedo de sólido basalto, constituindo os restos de um cone litoral desmantelado pela erosão marinha. Eleva-se a partir de uma plataforma sita a 40-50 m de profundidade, constituída por escoadas lávicas de morfologia irregular, o que confere aos fundos circundantes um microrrelevo acentuado.

São numerosas as cavidades submarinas nas encostas dos ilhéu. A região mais profunda da formação é recoberta por depósitos de blocos, calhaus rolados areias. Nas zonas próximas à linha de costa do ilhéu as escoadas lávicas apresentam grandes fracturas, originando paredes verticais. A baixa profundidade existem covas de gigante de grandes dimensões.

O ilhéu está no centro de uma região de grande diversidade biológica, com cerca de uma centena de espécies identificadas. A flora litoral é dominada pela espécie Dictyota dichotoma, uma alga castanha iridiscente. Na região intertidal, existem populações numerosas dos moluscos Patela ulyssiponensis aspera (Docoglossa|lapa-brava) e Megabalanus sp. (cracas). Nas águas circundantes, são abundantes os peixe-rei (Coris julis).

O ilhéu empresta o nome ao mensário O Monchique, o único jornal que se publica no município das Lajes das Flores.

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