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Ola jorgina mariquinhas <--- bando de crianças Editar

Outras aA atividade vulcânica vulcão Eyjafjallajokul determinou o encerramento do espaço aéreo de alguns países eroupeus, inclusive nos Açores. A última vez que este vulcão entrou em erupção, a atividade durou 14 ou 15 meses - de dezembro de 1821 a janeiro de 1823. Os vulcanológos temem que esta erupção possa despertar o vulcão Katla, que está adormecido desde 1918. Este vulcão é maior e considerado mais "agressivo". Suas erupções têm ocorrido um ou dois anos depois da entrada em atividade do Eyjafjallajokul. Editar

Há mais de 200 anos, outro vulcão Laki, entrou em erupção. Os registos dizem que na altura, a nuvem de cinzas foi maior e as consequências foram mais dramáticas. Uma das teorias sobre o desencadear da Revolução Francesa está ligada à erupção de um vulcão na Islândia que deixou um rasto de seca, inundações, escassez de alimentos e mortes.

Não é a primeira vez que os vulcões da Islandia ameaçam o continente europeu. A Dorsal Mesoatlántica tem inicio ao norte, na Ilha de Jean Mayen, a nordeste da Islândia. Atravessa a Islandia, seguindo na mesma direção formando a Península de Reykjanes (um sistema vulcânico), situada na ponta sudoeste da ilha.

La Cumbre Vieja é um vulcão submarino localizado na Ilha de Las Palmas, no arquipélago das Canárias, que fica ao noroeste do continente africano. A última erupção desse vulcão ocorreu em 1971. Encontra-se atualmente sob monitoramento constante. Estima-se no caso de grande erupção, parte da ilha poderá desmoronar ou colapsar, gerando um tsunami, que poderá atingir toda costa leste das América do Norte, América do Sul, além de causar repercussões na costa oeste africana e da Península Ibérica, inclusive nos arquipélagos dos Açores e da Madeira.

Outro perigo é o vulcão do Fogo na Ilha do Fogo, arquipélago do Cabo Verde. Possui uma caratera com 9 Km de largura. Fica numa posição geoestratégica no tráfego aéreo intercontinental. O acompanhamento deste vulcão é crucial para a segurança do tráfego aéreo nesta região e deteção de eventual risco de tsunami. Após a última erupção em 1995, o Instituto Superior Técnico de Lisboa (IST), implantou uma rede geofísica para a vigilância do vulcão. Graças a esses esforços e equipamentos, uma atividade anómala foi identificada tendo sido dado um alerta à população em setembro de 2000.

Ilhas Editar

O mistério da idade da Ilha do Pico pode estar perto de ser esclarecido com amostras rochosas que lhe atribuem 1,2 milhões de anos e não apenas 250 mil, como até agora se pensava. O geólogo alemão Christophe Beier, da Universidade de Nuremberga, na Alemanha, realizou um mergulho junto à ilha do Pico e recolheu alguns fragmentos. As amostras do extremo submarino da ilha, foram datadas na Alemanha em 1,2 milhões de anos. Esta datação está mais de acordo que as ilhas açorianas “são mais antigas à medida que se avança do Faial para Santa Maria”. Santa Maria é a ilha mais antiga do arquipélago, com 8,12 milhões de anos. Segue-se os Ilhéus das Formigas com 4,65 milhões de anos, o nordeste da Ilha de São Miguel (4,0 milhões de anos ), Terceira (3,52 milhões de anos), São Jorge (1,5 milhões de anos) e Faial (800 mil anos).

Uma das caraterísticas que distingue a Ilha de Santa Maria das restantes do arquipélago é os grandes afloramentos de pillow-lavas, ou seja, de lavas submarinas que foram levantadas para posições acima do mar atual. Esta é a ilha mais antiga do arquipélago e, apesar de sujeita a fenómenos sísmicos por se encontrar próximo da Fratura Açores-Gibraltar (ZFAG), é a única que não apresenta atividade vulcânica há mais de 2 milhões de anos. Esse fato explica a existência de vastas formações de origem sedimentar onde se podem encontrar fósseis marinhos. O fato de não se encontrarem fósseis nas restantes ilhas do arquipélago pode estar relacionado com uma possível cobertura dos mesmos por escoadas lávicas.

O arquipélago dos Açores se encontra na junção tripla das placas tetónicas norte-americana, euro-asiática e africana. Emergem de uma região tetonicamente bastante complexa, as ilhas são o resultado de uma cíclica atividade sísmico-vulcânica. É atravessado pela Crista Médio Atlântica - CMA (Flores e Corvo ficam a ocidente daquela CMA, a qual fica ente as ilhas das Flores e o Faial). A CMA separa a placa Norte-americana das outras duas, ao passo que a Falha Açores-Gibraltar (ZFAG) divide as placas Eurasiática e Africana.

Embora não aja ainda uma posição definitiva dos especialistas, é possível que por debaixo da plataforma do Açores aja uma pluma mantélica responsável pelo “Hot Spot” [ponto quente] dos Açores e que teria 300 Km de diâmetro, com uma posição móvel no manto. O rifte da Terceira (RTer) coincide com a fronteira que separa a grande placa euro-asiática da placa africana e engloba a Fossa Oeste da Graciosa, Ilha Graciosa, Fossa Este da Graciosa, Terceira, Fossa do Hirondelle, Banco submarino D. João de Castro, as ilhas São Miguel, Ilhéus das Formigas, e a Ilha de de Santa Maria. O rifte da Terceira continua para leste em direção a Gibraltar (Zona da Fratura Açores-Gibraltar - ZFAG). A falha transformante especial, designada Zona de Fratura Faial-Pico (ZFFP), seria assim uma zona com caraterísticas sísmicas e vulcânicas particulares e geoquimicamente diferente das outras ilhas.

Sistemas vulcânicos ativos Editar

De acordo com a classificação do Catalogue of the Active Volcanoes of the World (CAVW) considera-se como vulcão ou sistema vulcânico ativo que se encontra em erupção ou que tem potencial para entrar em erupção, incluindo todos os que registaram actividade durante o Holocénico (10 mil anos). Nos Açores existem 18 sistemas vulcânicos ativos terrestres.

São Miguel - Vulcão das Sete Cidades - Sistema vulcânico Fissural dos Picos - Vulcão de Água de Pau (Lagoa do Fogo) - Sistema vulcânico fissural do Congro - Vulcão das Furnas

Terceira - Vulcão de Santa Bárbara - Sistema vulcânico fissural da Terceira - Vulcão do Pico Alto

Graciosa - Sistema vulcânico de Vitória - Vulcão da Caldeira da Graciosa

São Jorge - Sistema vulcânico fissural de Manadas

Pico - Vulcão da Montanha do Pico - Sistema vulcânico fissural do Pico

Faial - Sistema vulcânico Fissural do Capelo - Vulcão da Caldeira do Faial - Sistema vulcânico da Horta

Flores - Sistema vulcânico das Lagoas / Planalto Central

Corvo - Vulcão do Corvo

Existem 26 sistemas vulcânicos ativos nos Açores, oito dos quais são submarinos. (Sistema vulcânico submarino do Esporão do Mónaco, da Sabrina, Afonso Chaves, vulcão submarino D. João de Castro, sistema vulcânico submarino da Crista João Valadão, da Crista da Serreta, vulcão submarino das Velas (São Jorge) e vulcão submarino do Cachorro (Pico).

No arquipélago ocorrem duas ou três erupções vulcânicas por século. O último vulcão ativo desde novembro de 1998 até 2001, foi o vulcão submarino da Serreta a cerca de 15 Km a oeste da Ilha Terceira. (Vulcão de Santa Bárbara, Paulo Barcelos e Victor Forjaz, Instituto Açoriano de Cultura e "Os Montanheiros", Angra do Heroísmo, 2007) O vulcão mais ativo dos Açores é um vulcão submarino conhecido pelo nome Banco D. João de Castro.

José Madeira, geólogo da Universidade de Lisboa, afirmou que nos próximos 20 anos posse ocorrer uma ou duas erupções no arquipélago, sendo a Ilha de São Miguel apresenta maior probabilidade de erupção. "quanto maior o numero de vulcões ativos num local, maior a probabilidade de que uma explosão ocorra" - declarou. "As autoridades governamentais e autárquicas não acreditam que um vulcão possa entrar em atividade nos Açores. Acreditam nos sismos, porque os sentem, mas não acreditam que podemos ter acontecimentos vulcânicos de repercussões importantes", assinalou o vulcanólogo Victor Hugo Forjaz, director do Observatório Vulcanológico e Geotérmico dos Açores (OVGA), citado pela Agência Lusa. Considera que a população não está preparada para o dia em que um vulcão entre em erupção no arquipélago, onde apenas a Ilha de Santa Maria está comprovadamente a salvo de reativações.

(Geologia dos Açores: Uma Perspectiva Actual, Zilda França, José Virgílio Cruz, João Carlos Nunes e Victor Forjaz, Depart. de Geociências da Universidade dos Açores, Ponta Delgada, 2005; Atlas Básico dos Açores, Victor Forjaz e al., OVGA, Ponta Delgada, 2004) (Vulcäo dos Capelinhos - Retrospectivas, Victor Forjaz, OVGA, Ponta Delgada, 1997) (Alguns vulcões da Ilha de São Miguel, Victor Forjaz, Ponta Delgada, 1997; Guia geológico do Vulcão das Sete Cidades, Victor Forjaz, OVGA, Ponta Delgada, 2002) (Origem e evolução petrológica e geoquímica do vulcanismo da Ilha do Pico - Açores, Zilda França, Câmara Mun. de São Roque do Pico, 2002) (Na rota dos vulcões da Ilha do Faial, Victor Forjaz, OVGA, Ponta Delgada, 2009) (1808 - Mistério do vulcão da Urzelina da Ilha de São Jorge dos Açores: Documentos e anotações do Observatório Vulcanológico dos Açores 200 anos após a sua ocorrência, Victor Forjaz, Zilda França e Luísa Pinto Ribeiro, OVGA, Ponta Delgada, 2008)