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Francisco Alves do Carmo Pessanha nasceu a 12 de dezembro de 1922, em Vila Real de Santo António. Faleceu no dia 9 de setembro de 2006. Está ligado à história socio-económica da Ilha do Pico.

O algarvio, que desde muito cedo se rendeu à Ilha do Pico e aprendeu a gostar de ser tratado por picaroto e açoriano, chegou ao Pico a 2 de maio de 1962, com o intuito de encontrar instalações fabris para o Grupo Cofaco. A sua ideia inicial era regressar a casa três meses após a sua chegada. No entanto, as ilhas e o povo açoriano seduziram-no de tal forma, que acabou por ficar a seguir a rota do atum.

Possuidor de uma energia fora do comum, capacidade de trabalho e conhecimentos técnicos e de organização, o Senhor Pessanha, como era conhecido, iniciou na Areia Larga, Município da Madalena, aquela que é considerada a maior fábrica de conservas da Península Ibérica e o maior empregador privado nos Açores.

Comendador de mérito agrícola e industrial, ele foi, antes de tudo, operário e companheiro, sabendo sempre imprimir uma relação forte e personalizada entre os trabalhadores e a administração da empresa. Trabalhou sempre, incansavelmente, para colocar o nome dos Açores na rota internacional das conservas, tendo sido, assim, o grande mentor das rotas do atum nas nossas ilhas.