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Santo Espírito é uma freguesia do municipio da Vila do Porto, no sudoeste da Ilha de Santa Maria. Tem 26,65 Km2 de área e 723 habitantes (Censos 2001). Possui uma densidade populacional de 27,1 hab./Km2. Possui x eleitores inscritos (Autáquicas 2011). É limitada pelo oceano Atlântico e com as freguesias de Santa Bárbara e da Almagreira. É a maior das freguesias rurais do municipio. Apresenta uma paisagem rural com povoamento disperso.

A Igreja de N. Sra. da Purificação é de fundação é anterior a 1537. No testamento de João Tomé, datado de 13 de março daquele ano, menciona "a casa de N. Sra. da Purificação". Com a sua fachada barroca e campanário azulejado, é o mais belo templo da ilha. Inicialmente, a sede da paróquia esteve na Ermida de Santo António. O seu primeiro vigário, foi o padre Janeanes, e o segundo, Cristóvão Lopes, que foi apresentado a 13 de setembro de 1570. Quando da visita pastoral do então bispo da Diocese de Angra, D. António Caetano da Rocha, em 28 de março de 1766, a igreja já tinha sido ampliada. Era vigário, o padre António José Alves Cabral que dirigiu as obras.

Na sede de freguesia, encontra-se o Museu da Ilha de Santa Maria. A sua origem remonta à recolha de peças feita pelo pároco da freguesia de Santo Espírito, padre José Maria Amaral. Para abrigar as coleções numa antiga casa no Termo da Igreja, criou o Museu Etnográfico e Paroquial, inaugurado em 23 de abril de 1972. Após um período de dificuldades para a instituição e seu acervo, o Governo Regional dos Açores tomou posse do imóvel, mudando a designação da instituição para Casa Etnográfica de Santa Maria. Em 1991, passou à condição de Museu de Ilha, com orgânica própria e pessoal especializado, iniciando-se o trabalho de estudo das colecções e de adaptação do imóvel às suas novas funções. Foi reinaugurado em 31 de agosto de 1996. O imóvel, do início do século XX, sofreu algumas alterações ao longo do tempo. Entre os elementos arquitetónicos mais relevantes, destacam-se a chaminé tubular e o forno bojudo, típicos da arquitetura rural mariense.

A Banda Recreio Espirituense, fundada em 1923 pelo padre Joaquim de Chaves, então com a designação Sociedade Musical Espirituense. Em 1993, adquiriu estatutos próprios, tornando-se uma associação sem fins lucrativos, adotando a atual designação. Posteriormente, em 23 de março de 1998, obteve o estatuto de utilidade pública, vindo a ser homenageada, em agosto desse mesmo ano, pela Câmara Municipal de Vila do Porto pelos relevantes serviços prestados a nível da animação musical e recreativa.

Na freguesia, pode ainda visitar o Parque florestal das Fontainhas (3 ha), a Reserva Natural da Baia da Maia, e o Farol de Gonçalo Velho, na Ponta do Castelo. O Farol iniciou o seu funcionamento no ano de 1927.

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