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Em 2008, o total médio anual de empregados apurado situou-se nos 111.168 ativos, valor correspondente a um acréscimo de 3,6% em relação a 2007. Em 2008, a taxa de emprego ( rácio que tem por referência a população com idades entre os 15 e os 64 anos ) situou-se nos 64,7%, representando um aumento de 1,7% face a 2007. No indicador de atividade, que tem em consideração toda a população residente, obtendo-se uma taxa de 48,8%, no último trimestre de 2008, mais 2,5% do que no período homólogo de 2007. O aumento nas taxas de emprego e de atividade foram acompanhadas, em 2008, de um acréscimo na taxa regional de desemprego, que passou de uma média anual de 4,3% para 5,6%.

A taxa de atividade da população açoriana se manteve a mais baixa do país no último ano. Mas a sua evolução positiva é clara: dos cidadãos com mais de 15 anos de idade, os Açores ultrapassaram a barreira dos 60% no 3.º trimestre. Apesar da média nacional se cifrar nos 62,3%, trata-se de um marco importante. Há pouco mais de 10 anos a taxa de atividade da população rondava os 50%.

Dos cerca de 119 mil de população ativa, cerca de 89 mil trabalham por conta de outrem, enquanto que cerca de 6 mil não estão empregados. No último trimestre do 2008, mantiveram a taxa de desemprego mais baixa do País – 5,6%, contra 7,8% de média nacional. Os empregados por conta de outrem representam cerca de 75% do total da população ativa – um valor que é um pouco superior à média nacional, que é de cerca de 70%. Um em cada cinco trabalhadores nos Açores trabalha por conta própria, o que é significativo – um total de 22.500 pessoas. Dos trabalhadores por conta de outrem, 77,8% fazem parte dos quadros das empresas ou instituições onde trabalham - o que é um pouco acima da média nacional de 77,1%, enquanto que 17,5% trabalham a contrato com termo - ligeiramente abaixo da média nacional de 18,5%.

Por setores de atividade, neste momento 6% da população ativa trabalha no Setor Primário, 26% no Setor Secundário e 77% no Setor Terciário.

Nos Açores, 60,8% trabalhadores por contra de outrem auferem menos de 600 Euros por mês, quando a média nacional para esse tipo de salários é de apenas 42%. Os restantes trabalhadores por contra de outrem dividem-se da seguinte forma: 23% a auferir de 600 a 900 Euros, 6,8% a auferir de 900 a 1.200, 7,5% a auferir de 1.200 a 1.800 e os restantes 1,9% a auferir mais de 1.800 Euros. A situação é pior no setor da agricultura, silvicultura e pesca, onde 74,55% dos trabalhadores ganham menos de 600 Euros, e na indústria, construção civil, energia e água, com 69,8%. Nos serviços, esse valor baixa para os 56,1%.