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A criação animal é bastlolecriação aviária e suína.

A indústria pesqueira apesar da relativa reduzida dimensão tem grande potencial de crescimento. A zona económica exclusiva dos Açores (ZEEA) possui uma ric.

Num patamar menos representativo da economia regional estão as produções de beterraba, chicória, chá, maracujá, e ananás. Este último (Ananassa Sativus, Lindl) é cultivado em São Miguel, em estufas que abundam sobretudo na Fajã de Baixo (Ponta Delgada), Lagoa e Vila Franca do Campo. Este fruto, que chegou aos Açores vindo da América do Sul em meados do século XIX, era inicialmente tido como mera planta ornamental e era adquirido sobretudo pelas classes altas.

A indústria de transformação volta-se assim mais para a produção de bens alimentares, bebidas e tabaco, alternando com uma indústria menor de processamento de madeiras e cortiça. A maioria dessa indústria situa-se em São Miguel.

Se a energia importada (de derivados de petróleo) constitui a base da produção de eletricidade na região. A energia geotermica desempenha já um papel de relevo no abastecimento de eletricidade da populações a par da hídrica e a eólica, umas ainda em fase experimental embrionária.

Se o espaço nacional constitui o mais importante mercado de destino dos produtos açoreanos, o comércio com o estrangeiro desempenha uma crescente importância na economia regional. Enquanto as importações se focam sobretudo nos cereais, combustíveis, maquinaria diversa e matérias-primas, as exportações centram-se nos derivados de leite e enlatados de peixe. Destes, o atum enlatado tem como mercado-alvo a Itália.

Devido à dispersão geográfica do arquipélago, intensificam-se as movimentações de mercadorias, em especial em direcção às ilhas de menor capacidade de produção. A distância que, por sua vez separa as ilhas de Portugal continental contribui também ela para um elevado tráfego de mercadorias e passageiros entre ambos. Esta distância relativamente ao continente, por um lado, aliada à distância e dispersão entre as ilhas em si, gera a chamada “dupla insularidade” que se traduz em maiores encargos para a economia açoreana.

O PIB (Produto Interno Bruto) regional foi de 3 395 milhões de Euros no ano de 2008. O PIB per capita é de 13 890. Estes são os dados mais recentes que temos disponíveis segundo o SREA.

Entre 2002 e 2008, diferenças do saldo migratório (isto é imigração menos emigração) nos Açores foi de 3670 pessoas, ou seja, apenas 1,5% da população.

As ilhas tiveram a maior queda -11,2% do investimento entre 2003 e 2004.

Os Açores são uma das quatro regiões portuguesas que têm o PIB per capita abaixo da média da União Europeia a 27, com 66,7%, segundo indicam dados do Eurostat.

Segundo os dados do Eurostat, relativos a 2007 e que têm em conta o PIB expresso em padrões de poder de compra (PPC), Açores com um PIB por habitante de 67,6%. Nos Açores, há em média 16.800 Euros de PIB por habitante exprimidos em PPC..

Entre 2004 e 2008, a taxa de desemprego aumentou 61,8% na RA dos Açores. No primeiro trimestre de 2010, para 7,7%. Temos 4744 individuos desempregrados. No mesmo período do ano passado, a taxa era de 6,7%, ou seja, menos um ponto percentual. Rui Bettencourt, diretor regional do Emprego assumiu que "foi o pior trimestre dos últimos tempos", mas, já olha para a frente e vai afirmando que "o número de desempregados inscritos nos Centros de Emprego dos Açores já diminuiu 4,4%, em Abril". No mês passado, estavam inscritos mais de 5 900 desempregados e, no que se refere à oferta de emprego, aumentou 16% em relação ao mês de abril de 2009.

Estatísticas do Instituto Nacional do Emprego e Formação Profissional revelam que, de Setembro de 2008 a Setembro deste ano, foram registados mais 1.732 desempregados nos Açores, 894 dos quais nos domínios da indústria, energia, água e construção. Só na construção civil ao longo de um ano foram para o desemprego 708 trabalhadores. Entre Setembro de 2008 e Setembro de 2009, 641 trabalhadores foram para o desemprego nos Açores no domínio dos Serviços, 137 dos quais no comércio por grosso e a retalho. Nos mesmos doze meses 110 trabalhadores foram para o desemprego nos Açores na área dos alojamentos, restauração e similares.

2 600 desempregados nos Serviços

No final de Setembro haviam 4.395 desempregados nos Açores, 1.659 dos quais ligados à indústria, energia e água e construção. Destes, 1299 são desempregados da construção civil. Encontravam-se registados como desempregados das indústrias alimentares das bebidas e do tabaco 227 desempregados e 22 trabalhadores são dados como desempregados nas indústrias metalomecânicas de base e fabrico de produtos metálicos, Nas áreas de electricidade, gás e água, saneamento, resíduos e despoluição existem 17 desempregados nos Açores. E também outros 17 desempregados na fabricação de produtos minerais não metálicos. Existem 16 desempregados na indústria do vestuário no arquipélago. E outros 16 nas indústrias extractivas, além de seis que ficaram no desemprego na fabricação de têxteis. Dos 2.600 trabalhadores que estão no desemprego nos Açores na área dos serviços, 596 são da administração pública, educação, actividades da saúde e apoio social e 547 são desempregados do comércio por grosso e a retalho. Nas áreas de alojamento, restauração e similares estão no desemprego 437 trabalhadores nos Açores. Existem 308 desempregados nas áreas das actividades imobiliárias, administrativas e dos serviços de apoio e 135 nos transportes e armazenagem. Nas actividades de consultadoria, científicas, técnicas e similares existem 84 desempregados nos Açores e, no comércio, manutenção, reparações de veículos automóveis e motociclos existem 78 desempregados na Região. Existem 29 desempregados nas actividades financeiras e de seguros e 23 nas actividades de informação e de comunicação. Estas estatísticas reflectem as constatações e opiniões que têm surgido nos últimos dias no ‘Correio dos Açores. Assistimos a uma clara travagem no sector da construção civil, com uma redução drástica do número de licenças de novas construções, um abrandamento evidente das obras públicas e uma clara diminuição do consumo de cimento. As estatísticas demonstram também a notória queda no número de dormidas nos Açores, com 2009 a ser um dos piores dez anos para o sector turístico. Nos hotéis não é feita a renovação de contratos e estão a ser encerrados blocos dada a falta de turistas. E a situação poderá agravar-se durante este Inverno. Na restauração micaelense também se vivem dias difíceis com o número de trabalhadores a ficar reduzido a um e dois, começando a surgir a expectativa de alguns fecharem as portas.

Antes de mais ter uma política de turismo que identifique nichos mundiais que valorizem as qualidade distintivas dos Açores: natureza (mar e terra) e cultura. É também fundamental ver o transporte como instrumento, isto é um meio para trazer a procura e não o contrário: subordinar o mercado alvo ao transporte. Depois é obviamente aceitar a realidade. Tal como ela é. E não como gostaríamos que fosse. A solução fácil de 1) fazer campanhas de publicidade e 2) distribuí-las por vários locais é obviamente a solução errada. Os Açores podem e devem usar a tecnologia não só para se centrarem mais no mundo como para criar indústrias de alto valor acrescentado. Desde que todos contribuam.


Emprego e produção dependendes do Estado

Numa análise à evolução do Valor Acrescentado Bruto (VAB) – índice que mede o resultado final da atividade produtiva no decurso de um período determinado e que resulta da diferença entre o valor da produção e o valor do consumo intermédio – conclui-se que os Açores e o Alentejo são as regiões em que o setor da agricultura, caça, silvicultura, pesca e aquicultura têm maior predominância: 13% do VAB.

No entanto, os serviços são o setor de actividade mais preponderante em todas as regiões, incluindo nas ilhas. No entanto, as atividades financeiras, imobiliárias, alugueres e serviços prestados às empresas têm pouca expressão nos Açores: 15%.

São os outros dois itens que constituem os serviços que estão mais implementados: o setor comércio e reparação de veículos automóveis e de bens de uso pessoal e domésticos, alojamento e restauração, transportes e comunicações representa 23%, enquanto as chamadas outras atividades equivalem a 33%. Aliás, os Açores são a região em que estes serviços de caráter mercantil, quase todos ligados ao Estado, como administração pública, educação, saúde e ação social, são o item mais representativo do VAB: 33%. Uma tendência que se repete quanto ao emprego.

As outras atividades, essencialmente ligadas ao Estado, eram o principal empregador nas nove ilhas em 2004, representando 31% do trabalho. Apenas Lisboa, onde grande parte dos serviços do Estado estão concentrados, iguala a mesma percentagem. Curiosamente, se os Açores eram a região em que a agricultura tinha mais importância para o VAB, essa influência não se repete no emprego: as ilhas são a terceira região com mais trabalhadores ligados a este setor de actividade.


Também por isso os Açores estão entre as zonas onde os depósitos nos bancos são superiores ao crédito concedido. A ilha Terceira, por exemplo, está nessa situação.

Os Açores têm praticamente o dobro do emprego em empresas industriais com baixo nível tecnológico. Depois o peso do estado é de 15%. A importância de atividades ligadas ao turismo como o alojamento e a restauração é de 3,7% do PIB.

As Canárias são um pólo de atração - de imigração e de turistas. Têm uma economia mais desenvolvida - 40% acima dos Açores em termos de PIB per capita; e com industrias de maior valor acrescentado.


PIB regional pc 13,9 milhares de Euros


Presentemente, a economia regional é fortemente rural dominada pela agro-pecuária. A dispersão das ilhas e o fato de serem ilhas de pequena dimensão, acarreta dificuldades adicionais. As principais espécies cultivadas são milho de forragem, vinha, batata, batata-doce e inhame. O cultivo da baterraba-sacarina, do ananaseiro em estufas, do tabaco (introduzida em 1848) e do chazeiro (introduzida em 1878), têm alguma importância na Ilha de São Miguel.

Criação de gado leiteiro e de gado para abate e comércio de carne. Em 2001, os efetivos pecuários distribuíam-se da seguinte forma: bovinos (76,3%), suínos (19,7%), caprinos (2,6%) e ovinos (1,3%). Indústria de latícinios (leite UHT, queijo, manteiga, leite em pó e natas).

A pesca industrial, modernização da frota de pesca e seu redimensionamento

As principais espécies capturadas no Mar dos Açores são: atuns, carapau negrão, lula, goraz, cavala, congro, safio e cherne. As capturas do atum, sujeitas à variação da temperatura da água do mar, sustentam a indústria conserveira. A baleação (vulgo "Caça á Baleia") e a indústria que sustentou desde do Século XIX até 1982, teve importância socioeconómica na região, proporcionando rendimentos adicionais às populações.

Na região, predomina a indústrias transformadora que ocupa 17% do emprego e dá origem a 19 VALpm.

O subsetor agro-alimentar, bebidas e tabaco, representa 78% do volume de vendas, 66% do emprego e 28% das empresas da indústria transformadora açoriana.

O artesanato regional, apresenta uma variedade de objetos tais como: trabalhos em miolo de figueira ou hortênsia, escama de peixe, vime, arte em osso de cachalote, escultura em basalto, rendas e bordados, etc ...

A maior parte das indústrias transformadoras se concentram na Ilha de São Miguel, com 48% dos estabelecimentos que representam 81% do volume das vendas. A Ilha Terceira concentra 23% dos estabelecimentos que representam 13% do volume das vendas.

O setor terciário é responsável por 74% do PIB e ocupa 57,3% da população ativa. Parte substancial diz respeito aos serviços (64%) dos quais se salienta o peso da administração pública na região (34%).

A construção civil e indústrias extrativas.

A Região é responsável apenas por 0,3% das trocas comerciais efetuadas entre Portugal e o estrangeiro. Os produtos mais exportados são: laticínios, derivados de carne, pescado fresco e conservas. Importa cereais, automóveis, equipamentos mecânicos e betuminosos.

O turismo na região é ainda predominantemente sazonal - de julho a setembro. O turista de Portugal continental é o que mais procura a região. Os turistas estrangeiros são oriundos da União Europeia e dos EUA. Os preços das tarifas aéreas para a Região e as ligações marítimas regulares inter-ilhas, são fundamentais para o crescimento deste setor. A Ilha de São Miguel recebe 69% dos turistas chegados aos Açores, e também possui um maior número de infra-estruturas de apoio (aluguer de veículos, estabelecimentos hoteleiros tradicionais, alojamentos em espaço rural, termalismo, portos de recreio, cais para navios de cruzeiro).

citando dados do Instituto de Informática, IP, do Departamento de Gestão de Informação da Segurança Social, o Bloco de Esquerda refere que, em Março deste ano, havia 20.915 beneficiários do RSI (correspondente a 6.147 famílias), que recebiam, em média 80 euros (abaixo da média nacional de 96 euros), o que corresponde a uma média de 272 euros (enquanto a média nacional era de 248 euros). Durante 2009, deram entrada 3597 requerimentos para o RSI, nos Açores, dos quais foram deferidos 2509 processos.