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O avião ATP "Graciosa" da SATA Air Açores realizava um voo (voo SP530M) regular entre os aeroportos de Ponta Delgada e das Flores, com escala no Aeroporto da Horta, despenha-se a 11 de dezembro de 1999, no Pico da Esperança, Ilha de São Jorge, vitimando todos os passageiros e tripulação, num total de 35 vítimas.

O Relatório da Comissão de Inquérito ao acidente divulgado pelo Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC) concluiu que o voo foi planeado para uma rota directa ao Aeroporto da Horta, tendo a aeronave efectuado um desvio "sem que a tripulação se apercebesse", até que começou a cruzar a linha da costa norte da Ilha de São Jorge, onde viria a embater. A tripulação "estava plenamente convencida" que a aeronave se encontrava sobre o Canal de São Jorge, e a sua atenção estava mais concentrada nas más condições meteorológicas da altura. Após soar o alerta de impato, 3 segundos antes do primeiro impato, o co-piloto alerta para o fato de estarem "a perder altitude e em cima de São Jorge". Apesar dos pilotos terem aumentado a potência dos motores, a manobra foi "insuficiente para ultrapassar o obstáculo".

A conclusão do Relatório indicou que a falta de respeito pela altitude de segurança, uma "navegação estimada imprecisa" e a "não utilização correta do radar de tempo" foram as das causas do desastre. As más condições meteorológicas nesse dia - céu muito nublado, vento moderado a forte com turbulência - e a inexistência de meios autónomos de navegação a bordo do avião (por exemplo, uso do GPS), que pudessem determinar a sua posição com rigor, constituíram fatores que contribuíram para o acidente. Quanto à aeronave sinistrada, conclui que "estava em condições de navegabilidade de acordo com os regulamentos e procedimentos aprovados pela autoridade aeronáutica" nacional.

Segundo José Estima, membro da direção da APPLA (Associação Portuguesa de Pilotos de Linha Aérea), o fator que contribuiu para o acidente com o avião da SATA foi "a deficiente qualidade e quantidade de infra-estruturas de apoio à navegação aérea". No que diz respeito à credibilidade do piloto do avião, assegura que "o piloto já voava há mais de 20 anos no arquipélago. Justifica que os pilotos da SATA "são de primeira linha, já que trabalham em condições adversas".

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