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A Cáritas Diocesana dos Açores foi fundada em 1956, com sede na cidade de Angra do Heroísmo e com delegações nas cidades de Ponta Delgada e Horta. Desde setembro de 2003, a Cáritas dos Açores é presidida pela Eng.ª Anabela Rafael Borba. É um dos resultados da aplicação da dotrina social da Igreja Católica.

Entre 1956 a 1976, colaborou sobretudo na distribuição de géneros alimentícios e roupas por instituições, escolas e famílias carentes. Neste aspeto assistencial, teve um papel notável por ocasião da erupção do Vulcão dos Capelinhos (Ilha do Faial, 1957), da crise sísmica na Ilha de São Jorge (1964) e da crise sísmica das ilhas Pico e Faial (1973).

Na década de 1970, deu início as atividades de natureza promocional e de desenvolvimento com a fundação de uma biblioteca, com a atribuição de bolsas de estudo, com a organização de um serviço de apoio aos candidatos açorianos à emigração, com uma escola de adultos, um centro de explicações e um posto de socorros.

Após o sismo de 1 de janeiro de 1980 que atingiu as ilhas Terceira, São Jorge e Graciosa, desenvolveu e geriu vários programas de apoio aos mais atingidos. Ao longo da década de 1980, a Cáritas organizaram-se em outras ilhas, passando a ter cada vez mais impato na região, nomeadamente através da organização de atividades de promoção, de formação profissional, ações de sensibilização, denunciando graves situações de injustiça e de violação dos direitos humanos. Criaram um Centro de Apoio Familiar, um Centro de Promoção da Infância, uma Creche e Jardim de Infância, uma Associação de Pais e Amigos de Crianças Deficientes e desenvolveu um projeto de prevenção primária da Toxicodependência.

Ao longo da década de 1990, celebrou acordos de cooperação que resultaram na criação de dois Centros de Acolhimento, um Lar de Transição, um Centro de Atividades de Tempos Livres (ATL) e um albergue "O Amigo", aderindo igualmente a iniciativas comunitárias. Contribuiu também com ajudas financeiras e bens de primeira necessidade para as vítimas das derrocadas, provocadas pelas cheias em São Miguel em 1997, por ocasião do sismo que atingiu as ilhas Faial, Pico e São Jorge em 1998, tendo organizado em 1999 uma campanha de ajuda humanitária para com o povo de Timor Leste.

A 26 de março de 2002, a Cáritas Diocesana dos Açores passou a ser a União de Cáritas de Ilha da Diocese de Angra. Atualmente, para além de todas estas atividades, continua a desenvolver acções no sentido do acolhimento e atendimento das pessoas; mantém a sua vertente assistencial, distribuindo anualmente milhares de roupas, mobílias e utensílios domésticos; continua a apoiar o restauro de habitações e continua a promover campanhas de recolha e peditórios.

Desenvolveram a sua ação em favor dos retornados de Angola, no auxílio prestado às suas congéneres de São Tomé e Príncipe, no sismo da Arménia, na guerra e na fome nos países africanos de expressão portuguesa, na guerra na Jugoslávia e aos refugiados de Moçambique. Mais recentemente, no auxilio às vitimas do sismo do Haiti e as enxurradas na Ilha da Madeira.

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