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António Clemente Pereira da Costa Santos ANTÓNIO CLEMENTE PEREIRA DA COSTA SANTOS (O nome inicial que constava da “cédula pessoal” era ANTÓNIO CLEMENTE DE ANDRADE ALBUQUERQUE DE BETTENCOURT PEREIRA DA COSTA SANTOS. Posteriormente e dada a obrigação legal de não excedr os 5 nomes, ficou apenas com o nome de ANTÓNIO CLEMENTE PEREIRA DA COSTA SANTOS)

Naturalidade: Matriz (S. Sebastião) - PONTA DELGADA 30/7/1937, baptizado a 9/9/1937 na ermida de Jesus Maria José, ao Livramento. Filiação: Aniceto António dos Santos
AAAA3696

António Costa Santos

[*] e Clotilde de Andrade Albuquerque Pereira da Costa Santos Estado Civil: casado com Maria da Graça Henriques Simões Flores da Costa Santos (Sé- Angra do Heroísmo - 8/8/1940) Descendência: António de Andrade Albuquerque Flores da Costa Santos (eng.º. electrónico é Vice-Consul Honorário da Grécia), casado com Sancha Madalena Castanheira de Oliveira (3 filhas Vera [86/8/16], MESTGRE EM MEDICINA EM 2009, Maria Pia [90/10/25] e Sancha [95/05/09]), Teresa de Andrade Flores da Costa Santos Lopes da Costa (licenciada em gestão de empresas pela Universidade Católica de Lisboa], casada com Álvaro Cruz Lopes da Costa (1 filha Carlota [90/9/16] e 2 filhos, António [92/5/7] e Gonçalo (96/05/09) ) e Ana Cristina de Andrade Flores da Costa Santos [licenciada em gestão de empresas pela Universidade Católica de Lisboa], casada com José Ricardo Cogumbreiro e Sousa (2 filhos, Martim [95/12/27] e Miguel [2001/09/07]). Escolaridade: Ensino Primário: Frequentou a escola primária de 1943 a 1947 na Escola Anexa à do Magistério Primário em Ponta Delgada Ensino Secundário: Curso Geral dos Liceus no Liceu Antero de Quental em Ponta Delgada de 1947 a 1954. Obteve classificação que lhe granjeou "quadro de honra" nos 7 anos do ensino secundário, tendo dispensado do exame de admissão à Universidade. Foi o primeiro aluno do Liceu a ser galardoado com o prémio "CARDEAL D. JOSÉ DA COSTA NUNES " logo após a sua instituição. Ensino Universitário: Frequentou o Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa de 1954 a 1959 tendo terminado o curso de Engenheiro Agrónomo em Dezembro deste último ano quando já iniciara a prestação do serviço militar obrigatório. Devido ao serviço militar que se prolongou por vários anos só completou a tese de licenciatura em 1963.

Currículo académico: Durante a frequência do curso de agronomia, concorreu no seu segundo ano à Presidência da Associação Académica da sua faculdade, tendo feito um acordo com a outra lista concorrente e sido eleito Vice-Presidente para o ano lectivo 1954/55. Em 1956/57 foi eleito Presidente da Associação, cargo para que foi sucessivamente reeleito até ao ano lectivo 1958/59, ano em que já estagiário e fazendo o serviço militar, deixou a Presidência. No decurso dos seus mandatos desenvolveu a Secção de Textos da Associação e promoveu o desenvolvimento da Revista "Agros", órgão oficial desta Academia. Promoveu várias actividades desportivas e culturais e, de entre estas a realização do "I Festival Internacional da Primavera" no anfiteatro grego da Tapada da Ajuda, que teve larga repercussão no meio cultural de Lisboa. Actuaram o "Teatro de Shakespeare" de Stratford-on-Avon, Inglaterra, o "Teatro Experimental do Porto" dirigido por António Pedro, o "Grupo Experimental de Bailados" da Prof.. Margarida de Abreu, o "Teatro da Associação Académica de Coimbra", um grupo de Fados da mesma Associação e a Orquestra Sinfónica Nacional. Vice-Presidente durante 3 mandatos da RIA (Reunião Inter-Associações Académicas) órgão então semi-clandestino que congregava as Academias de Coimbra, Lisboa e Porto, nessa qualidade foi Presidente da Comissão que elaborou todos os textos distribuídos aos Deputados da então Assembleia Nacional que levaram a que esta promovesse a retirada de um Decreto Lei do Governo ( D.L. 40 900) que abolia as Associações Académicas Serviço Militar: Fez o seu serviço militar obrigatório, frequentando o Curso de Oficiais Milicianos na Escola Prática de Artilharia de Vendas Novas (curso geral) e no Centro de Instrução de Artilharia Antiaérea e de Costa em Cascais (curso de especialização em artilharia de costa). Promovido a aspirante em princípios de Dezembro de 1959 é colocado no início do ano seguinte no Grupo de Artilharia de Guarnição n.º. 1 de Ponta Delgada onde prestou serviço até Março de 1961, altura em que passou à disponibilidade. Em Agosto deste último ano é novamente chamado ao activo, já como Alferes, sendo colocado no Quartel General, Forte de S. Braz, em Ponta Delgada, onde, para além de instrutor de Artilharia de Costa, para o que era destacado para o quartel da Castanheira, foi oficial às ordens do então Governador Militar, Almirante Paulo Viana. Em 1969 é mandado apresentar na Escola Prática de Infantaria em Mafra para frequentar o Curso para promoção a Capitão, sendo colocado como capitão miliciano no Comando do Agrupamento de Defesa Próxima de Bissau (Guiné) em Abril de 1970. Aqui desempenha as funções de Chefe do Estado Maior do Agrupamento, por falta de oficial do quadro, sendo colocado, ao fim de 6 meses, no Comando Chefe das Forças Armadas em Bissau, na Secção de Reordenamentos e Autodefesa das Populações daquele Comando, sendo responsável pelo Sector Leste, Sul e Arquipélago de Bujagós pela instalação de aldeamentos, escolas e postos sanitários. Termina a sua comissão em zona de guerra em Abril de 1972, altura em que passa à reserva territorial. Actividade profissional: Terminado o curso de engenheiro agrónomo com a entrega e defesa da Tese, ia iniciar a sua actividade profissional no departamento de nutrição animal da CUF - Companhia União Fabril no Continente (Janeiro de 1964) quando foi convidado pela Fábrica de Tabaco Micaelense, que estava nessa altura iniciando a produção de tabaco em folha para a Tabaqueira , para integrar o seu quadro técnico agrícola. Ingressou no quadro da F.T.M. Ldª. em 1 de Setembro de 1964, tendo sido responsável pelo desenvolvimento e modernização das técnicas culturais da variedade Burley, ensaiando várias sementes e produzindo alguns híbridos então utilizados. Estagiou na Universidade de Kentucky (USA) no departamento de Tabaco, e com o Serviço de Extensão Agrícola do U.S. Department of Agriculture, visitou campos de produção de tabaco, zonas de cura, secagem e tratamento de folha e leilões de tabaco em folha curado nos estados de Kentucky, Virgínia, Carolina do Norte, Carolina do Sul e Geórgia nos Estados Unidos da América do Norte. Estagiou ainda em Portugal e colaborou com um abalizado técnico americano responsável pelo lançamento da cultura e cura de tabaco no Chile, que ali se deslocou para lançar a cultura no continente e veio aos Açores para constatar o que se fazia desde o século anterior e sugerir melhorias no que aqui se vinha fazendo em termos de técnicas e métodos de cultura e cura sobretudo. De 1966 a 1973 exerce, em acumulação com o cargo de Director dos Serviços Agrícolas o de Procurador do Gerente, Sr. Jacques Bensaúde, então vivendo em Lisboa. É eleito em 1973/74 Administrador -Delegado, cargo que exerce até à nacionalização da empresa em 13 de Maio de 1975. Após esta, e por vontade expressa dos trabalhadores desta empresa que não quiseram que para aqui viesse ninguém de fora dela, e o queriam manter nas responsabilidades superiores, mantém-se em funções de "gerência" por inerência anterior e suporte por parte dos trabalhadores, sendo nomeado Presidente do Conselho de Administração quando a empresa foi regionalizada e passou para o controle e tutela dos Órgão de Governo Próprio da Região Autónoma dos Açores. No decurso dos seus mandatos como procurador e depois como Administrador Delegado, procurou estabelecer "pontes" de diálogo com a Empresa Madeirense de Tabacos e as duas locais, Maia e Flor d'Angra, no sentido de se caminhar para uma fusão, nomeadamente no campo agrícola e fabril. Fundou a então SOCIDITA, como primeiro passo dessa fusão, com vista à comercialização conjunta que nunca se chegou a concretizar. Negociou pessoal e directamente com uma grande empresa americana fabricante de cigarros a sua participação na F. T. Micaelense, participação essa (30%) que chegou a ficar acordada e preparada, só não se tendo concretizado por, logo a seguir à decisão da mesma se ter dado a revolução de 1974 e a nacionalização da FTM em 1975. Acompanhado por um grupo de investidores locais, preparou-se para concorrer à privatização de 80% das acções da F. T. M., S. A. tentando obter a colaboração de um parceiro estratégico, concretizando-se a mesma através da TABAQUEIRA, S. A. que, juntamente com a SAMAL Ldª. que congrega os investidores locais, constiuiram a S.A.I., Sociedade Atlântica de Investimentos, SGPS, S. A. que ganhou o concurso para a privatização dos 80% da FTM.jj Actividade Pública. - Tendo-se sempre recusado a participação na vida política activa, aceita por fim integrar um grupo de pessoas interessados no progresso e renovação da sua Terra, grupo esse que tomou conta da Comissão Política distrital da então ANP. Aqui, é criada a mais extensa rede concelhia e de freguesia que, nos tempos modernos deu origem a algumas formações partidárias. Participou no grupo que convidou o Dr. João Bosco Mota Amaral para se candidatar como independente a deputado pelos Açores à Assembleia Nacional. Foi membro do Conselho Municipal de Ponta Delgada, em representação da Ordem dos Engenheiros e de novo assumiu o mesmo posto após a 1ª. eleição depois de 1974, agora em representação da Câmara de Comércio de Ponta Delgada. No tempo da Junta Governativa, e também como representante da referida Câmara de Comércio, fez parte da "Comissão de Informatização dos Açores" órgão que funcionou adstrito ao DREPA até à apresentação do seu relatório final em inícios de 1975 Convidado pelo PSD/ Açores para cabeça de lista como independente à Câmara Municipal de Ponta Delgada, foi eleito em Dezembro de 1982 e tomou posse em 1 de Janeiro de 1983. Em Novembro de 1984 integra como Secretário Regional do Comércio e Indústria o III Governo dos Açores do Dr. João Bosco da Mota Amaral, sempre como independente. Durante o mandato foi dinamizada a Geotermia, a Zona Franca de Santa Maria, e iniciada a desgovernamentalização da economia. Exerce funções até ao fim do mandato do III Governo, regressando com a posse do IV Governo à Administração da Fábrica de Tabaco Micaelense, E.P. (janeiro de 1987) Outras actividades: Foi Presidente durante dois anos do Clube União Micaelense , foi membro da Direcção e Presidente por duas vezes do centenário ”Clube Micaelense”, idem do Clube de Tiro de S. Miguel de que aliás foi sócio fundador, . Foi nomeado Cônsul Honorário da Grécia em 1961, cargo que ainda mantém. Em 1965, é nomeado Agente Consular de França em Ponta Delgada e em 1976, por atenção com os seus serviços e devido à existência dos Órgãos de Governo Próprio, é nomeado Cônsul Honorário de França em Ponta Delgada, cargo que mantém até depois de dois anos no Governo (1985), sendo então substituído por alegada incompatibilidade, com a indicação de que o era enquanto durasse a referida incompatibilidade. Em 1995 é nomeado de novo Cônsul Honorário de França, cargo que ainda mantém. Sócio Fundador do "Rotary Club de Ponta Delgada ", foi o seu primeiro Vice-Presidente, e o segundo Presidente. Membro da Irmandade do Senhor Santo Cristo dos Milagres desde muito novo, é eleito para a Mesa da Irmandade em 1967 sendo Vogal durante vários anos e posteriormente, em 1972 é eleito secretário, exercendo depois também as funções de encarregado do protocolo. Por morte do Dr. Gaspar Henriques, e sendo o mais antigo depois do Provedor, é eleito Vice-Provedor, cargo que exerceu até 31 de Dezembro de 1989. Reeleito para a Mesa em Dezembro de 1989 e face à saída a seu pedido e por motivos de saúde do Sr. Dr. João Bernardo de Oliveira Rodrigues, é eleito entre os seus pares, na primeira reunião do ano de 1990, Provedor da Mesa da Irmandade do Senhor Santo Cristo. Terminado o mandato em Dezembro de 1992, a mesma lista eleita em 1990 é então reeleita e na primeira reunião da respectiva Mesa em 1993 é de novo eleito Provedor para o triénio 1993/96. Em Dezembro de 1997 é de novo eleito Provedor para o quadriénio 1997~2000 e em Dezembro deste último ano é reeleito para o triênio 2001-2003 e posteriormente reeleito para os triénio 2004-2006 e 2007-2009.. Membro da Ordem dos Engenheiros desde 1958, está desde 1981 inscrito na Secção Regional dos Açores da referida Ordem (especialidade agronómica - membro sénior). Em 1991, a pedido do seu Conselho Directivo, como Coordenador da Comissão Organizadora, corporiza a realização das II Jornadas Agronómicas Açorianas, cujo livro foi publicado em 1993. Em 1994 é convidado para organizar a realização do 1º Dia Regional do Engenheiro dos Açores, que teve lugar a 3 de Dezembro de 1994. Candidata-se a Presidente do Conselho Directivo da Secção Regional da Ordem para o triénio 1995-97 cargo para que foi eleito. No decurso deste mandato que terminou em fins de Fevereiro de 1998 foram realizados os II e III Dia Regional do Engenheiro dos Açores (neste foi prestada pelos engenheiros dos Açores pública homenagem ao engenheiro Aires Faria e Maia d’Aguiar que naquele ano completou 100 anos) e a I Jornadas Insular de Engenharia (que integrou as III Jornadas Agronómicas Açorianas e o IV Dia Regional do Engenheiro dos Açores), jornadas estas que tiveram a presença de engenheiros da Madeira e das Canárias. Apósa sua saída do cargo de Presidente do Conselho Directivo, foi eleito Presidente da Assembleia Regional dos Açores da ordem dos Engenheiros, cargo que exerceu durante dois mandatos. Condecorações – Tem a medalha de ouro do CNE (Corpo Nacional de Escutas), a Medalha comemorativa das Campanhas da Guiné 1970-71-72, é oficial da "Ordre National du Mérite" com que foi agraciado pelo Governo Francês em 1975 e cavaleiro da “Legion d’Honneur” com que foi agraciado pelo Governo Francês em 15 de Maio de 2000. É comendador da Orem Nacional do Mérito, com que foi agraciado pelo Presidente da República Portuguesa em Abril de 2002, tendo-lhe sido impostas as respectivas insígnias em 2 de Maio daquele ano, pelo Presidente da Assembleia da República, Doutor João Bosco Mota Amaral. Entronizado na Sé Patriarcal de Lisboa em Novembro de 2004 como “cavaleiro de sanguinis” da “Ordem Constantiniana de S. Jorge” e em 2006 Comendador da “Real Ordem de S. Miguel da Ala”. Foi-lhe atribuído o “Diploma de Reconhecimento Municipal” em sessão solene na sede do Município em que foram homenageados pela então Presidente, Dr.ª Berta Cabral, todos os anteriores Presidentes da Câmara Municipal de Ponta Delgada.  A 6 de Maio de 2013 (feriado municipal e 2ª feira do Senhor Santo Cristo daquele ano), em Sessão Solene pública no Salão Nobre da Câmara Municipal de Ponta Delgada que se encontrava completamente cheio, foi-lhe entregue pelo Presidente Dr. José Manuel Bolieiro, na presença de toda a Vereação, Comissão Municipal de Honras e Toponímia e principais autoridades civis e militares, a “Medalha de Ouro do Município”.  A 20 do mesmo mês 20 do mesmo mês, Feriado Regional dos Açores, é condecorado na sessão solene comemorativa do “Dia dos Açores” com a “Insígnia Autonómica de Reconhecimento”, o 2º grau mais importante das Insígnias Autonómicas.  A 8 de Junho de 2013 é investido como “Cavaleiro de Honra Magistral” na Ordem Soberana Militar de Malta na Missa Solene, na Igreja de São José presidida pelo Bispo de Angra, comemorativa dos 900anos da Ordem de S. João de Jerusalém e de Malta em Portugal, na presença de uma numerosa e luzida comitiva de cavaleiros de Malta pertencentes à Assembleia de Cavaleiros portugueses, presidida pelo açoriano Dr. Augusto de Andrade Albuquerque de Athayde.  Publicações – Em 30 de Julho de 2007, data dos seus 70 anos, a FTM ofertou-lhe o livro das suas memórias, contextualizadas pela Professora Doutora Fátima Sequeira Dias da Universidade dos Açores, numa edição da FTM, intitulado “António Costa Santos, Uma vida ao serviço dos Açores”.  (actualizado em 2014-06-12)